Relatório de
Media Training
Resumo Estratégico
Uma leitura rápida do objetivo do treinamento, do desempenho observado e do que priorizar a partir de agora.
◎Foco do Treinamento
Preparar o secretário para simulações de crise, perguntas negativas e armadilhas, fortalecendo a defesa institucional da gestão sem se expor a riscos de manchete. Adaptar conteúdo e forma conforme o perfil de cada público e situação, incorporando recursos de comunicação à fala para tornar a mensagem mais clara, estratégica e eficaz.
◑Desempenho
Tiago demonstra bom domínio de conteúdo e argumentação (bom Logos), com exemplos pessoais que geram conexão emocional genuína — como o relato de parentes e amigos que já morreram no Contorno. Tem bom controle emocional diante de perguntas difíceis, mas ainda cai em armadilhas específicas sob pressão repetida: a pegadinha da nota (TV2) e a confirmação de um "erro" durante a simulação de crise (TV3).
✓Próximos Passos
Fixar mensagens curtas para responder à pergunta da nota e lidar com situações de crise; treinar o fechamento das respostas com uma mensagem sobre a visão da prefeitura — um mote —; e reduzir o vício de linguagem "né". As sessões de fonoaudiologia contribuirão para melhorar a articulação, destravar a fala e aprimorar as ênfases.
Análise
Foram realizadas 4 dinâmicas: duas entrevistas de TV, uma simulação de crise e um vídeo institucional, permitindo observar a evolução de Tiago em diferentes níveis de pressão.
Entrevista TV 1
Boa base, atenção aos gestos- Raciocínio muito bem estruturado (começo, meio, fim), com boas frases de efeito e mensagens muito claras.
- Na primeira pergunta, trouxe um exemplo pessoal forte (parentes e amigos que já morreram no Contorno Sul). As histórias aproximam do público.
- Usou a técnica de pergunta-e-resposta (fazer a pergunta e respondê-la em seguida), recurso que prende a atenção.
- Ficou concordando com a cabeça enquanto ouvia a pergunta — reação humana comum, mas arriscada: se vier uma pergunta negativa, a imagem de "concordando" fica registrada. O ideal é manter uma postura neutra enquanto ouve.
- Começou com a mão no bolso e chegou a cruzar os braços em um momento, mas quando soltou as mãos o gestual ficou bom.
- Deu bons números, mas pode facilitar ainda mais o entendimento com uma analogia (ex.: "R$ 450 milhões dá pra encher o estádio de cestas básicas").
- Olhou bem para a repórter durante toda a entrevista — a câmera fica reservada para quando há um chamamento direto à população.
- Na pergunta sobre o acidente de trânsito, deve começar se solidarizando com a família. Trouxe uma frase muito boa: "Gentileza gera gentileza no trânsito".
- Na pergunta sobre candidatura, foi muito enfático dizendo "de jeito nenhum" — arriscado, pois se os planos mudarem, essa fala pode virar manchete. O ideal é "não tenho planos no momento", sem garantir nada.
- Sorriu só uma vez, exatamente ao falar de uma meta batida — vale sorrir mais sempre que o assunto for positivo.
- Na resposta sobre metas, a fala ficou mais longa do que o ideal para o tempo em TV. Reforça a importância de perguntar quanto tempo tem para falar e organizar as ideias por ordem de prioridade, pensando primeiro no lead.
Entrevista TV 2
Armadilha da nota- Gestual seguiu adequado, consistente com a evolução observada na TV1.
- Pontuou bem as licitações e abriu a sigla SEDUC (Secretaria da Educação) — prática que precisa virar hábito.
- Faltou uma mensagem final que amarrasse a fala com a visão da gestão (ex.: cidade melhor para as próximas gerações) — vale transformar isso num mote fixo para usar como marca.
- Na pergunta da nota, deu 8 e, ao ser perguntado o que faltava, começou a listar o que precisa melhorar — o "sincericídio": foi honesto demais e abriu espaço para uma manchete negativa. O caminho certo é nunca entrar no número, devolvendo para "quem dá a nota é a população" e focar em pontos positivos da gestão.
- A mesma lógica vale para evitar "colocar a mão no fogo" por alguém e para a palavra "garantir".
Entrevista TV 3
Simulação de crise superada- Semblante muito adequado para o momento — seriedade e tranquilidade, mesmo com a repórter interrompendo várias vezes antes de ele terminar o raciocínio.
- Evitou embarcar na tese da repórter sobre um suposto desentendimento entre secretários.
- Usou a técnica do "disco riscado", repetindo a mesma mensagem central mesmo sob pressão repetida — o que é positivo.
- Admitiu o erro de outro secretário, o que foi positivo. Depois seguiu de forma diplomática pontuando aspectos positivos.
- Usou uma boa analogia para falar de problemas da gestão anterior — o carro quebrado que precisa ser consertado e colocado para andar — muito mais forte do que "trocar o pneu com o carro andando".
- Uma frase resumiu bem um ponto difícil: "esse projeto foi feito por quem não conhece a realidade de Maringá" — forte e direta. Mas, antes de chegar nela, explicou demais — o ideal é organizar a resposta com a frase forte logo no início (o lead).
- Repetiu o "né" durante a fala — vale reduzir esse vício de linguagem.
- Princípio muito importante: nunca colocar a culpa na população. Chegou a hesitar com um "não necessariamente", mas se corrigiu dentro da própria resposta. A regra é clara: quem erra é sempre a comunicação/gestão, nunca a população.
- Em outro trecho, usou bem a técnica de pergunta-e-resposta e a expressão "gestão colaborativa" para descrever o convite a ouvir a população — muito positivo.
Vídeo Institucional
Comunicação diretaSobre a mudança de localização de feiras na cidade.
- Começou muito bem com a técnica de pergunta-e-resposta, criando interesse e curiosidade da população.
- Usou de novo a expressão "gestão colaborativa" e fez um chamamento para a população indicar os melhores lugares das feiras — ótimo gancho de engajamento e finalização.
- Faltou aproveitar o momento para reforçar o ponto sobre a gestão anterior (que contratou um serviço de pessoas sem conhecimento da cultura de Maringá) e fechar com o mote da prefeitura sobre as futuras gerações.
- Bom gestual.
- Ao falar de assuntos positivos, lembrar de sorrir mais e colocar mais ênfases.
2.1. Oratória e Postura
- Presença e Segurança: Semblante adequado inclusive em simulação de crise; mantém a calma mesmo sob interrupções repetidas da repórter. Transmite segurança e conhecimento do assunto.
- Conexão Visual e Facial: Bom olhar para a repórter. Cuidado com concordar fisicamente com a cabeça durante perguntas negativas — manter uma postura neutra enquanto ouve.
- Voz e Articulação: Realizar sessões de fonoaudiologia para treinar ênfases e articulação e destravar a língua. Boas frases de efeito e analogias. Atenção ao vício de linguagem "né".
- Gestual: Começa por vezes com a mão no bolso ou os braços cruzados, mas evoluiu bem ao longo da fala.
2.2. Conteúdo
- Domínio do Lead: Em respostas mais longas (metas, crise), tende a explicar demais antes de chegar ao ponto central — organizar a frase mais forte logo no início.
- Organização do Pensamento: Raciocínio com começo, meio e fim; boas mensagens-chave e boa capacidade de usar a técnica de pergunta-e-resposta.
- Linguagem adequada ao público: Abriu a sigla SEDUC (bom hábito a manter). Frase-modelo "consertar o que foi feito" para tratar de obras da gestão anterior sem atacar ninguém. Fala fácil e acessível.
Matriz de Competências
Síntese objetiva do que já funciona e do que precisa de atenção contínua nas próximas aparições públicas.
- Exemplo pessoal genuíno na TV1 (Pathos forte).
- Boa analogia do carro quebrado.
- Boa técnica do disco riscado (repetição da mensagem) e de pergunta-e-resposta.
- Abriu a sigla SEDUC.
- Autocorreção rápida ao evitar culpar a população.
- Boa reação na pergunta sobre o acidente de trânsito. Lembrar de sempre começar prestando condolências à família.
- Boas pontuações.
- Na pergunta da nota, não listar o que falta — devolver para "quem dá a nota é a população" e listar o que é positivo da gestão.
- Evitar "de jeito nenhum" e "garantir".
- Fechar as respostas com uma mensagem que conecte à visão da gestão (um mote fixo).
- Reduzir o "né" como vício de linguagem.
- Organizar a resposta com a frase mais forte logo no início (lead), especialmente sob pressão de tempo.
- Sorrir em assuntos mais positivos.
- Treinar ênfases e articulação das palavras.
- Levantar histórias reais que mostrem, de maneira próxima e humana, os impactos das políticas de saúde na vida das pessoas.
Plano de Ação
Oito compromissos práticos para consolidar a evolução observada ao longo das quatro dinâmicas.
Rádio/Podcast
Instrutora: Katia Maia · Data de realização: 27/07/2026 · Avaliação da participação de Tiago Barros em entrevista ao vivo no formato rádio/podcast.
Avaliação Geral
Tiago Barros apresentou uma postura tranquila e demonstrou segurança para tratar de temas relacionados à articulação política, à relação entre secretarias, ao diálogo com a Câmara Municipal e ao funcionamento interno da Prefeitura. Ao longo da entrevista, manteve o controle das respostas, não demonstrou irritação diante das perguntas mais sensíveis e mostrou conhecimento sobre os processos administrativos e políticos da gestão.
O principal desafio observado foi o uso de uma linguagem excessivamente técnica e rebuscada para o rádio. Em diferentes momentos, Tiago utilizou expressões como "diretrizes de governo", "processos licitatórios", "secretaria-meio", "celeridade", "êxito", "moderação de interesses", além de siglas e nomes de documentos administrativos. Embora essas informações demonstrem conhecimento, elas afastam a fala do cotidiano do ouvinte.
Tiago apresentou melhor desempenho quando utilizou comparações visuais. A afirmação de que seu papel funciona como o "para-choque de um carro", absorvendo impactos e ajudando a proteger o conjunto, foi clara e de fácil compreensão. A comparação com o "tio da família" que escuta os dois lados e ajuda a encontrar uma solução também aproximou sua função de uma realidade conhecida pelo público. O desafio é utilizar essas imagens desde o início das respostas, evitando apresentar primeiro uma explicação burocrática para somente depois recorrer a uma analogia simples.
Demonstrou segurança ao responder à pergunta sobre a nota da gestão — mesmo após a entrevistadora insistir, manteve a posição de que cabe aos cidadãos atribuir a nota, evitando um possível corte desfavorável. Já na pergunta sobre a mudança de posição dos vereadores, a expressão "toma lá, dá cá" criou um risco importante: mesmo que a intenção fosse distinguir negociação legítima de barganha, a formulação pode ser recortada e interpretada negativamente.
De maneira geral, Tiago apresentou domínio institucional, tranquilidade, capacidade de argumentação e bom desempenho diante de perguntas sensíveis. Para fortalecer sua atuação como porta-voz, precisa simplificar a linguagem, reduzir a extensão das respostas, apresentar mais resultados concretos e preparar formulações mais seguras para temas de alto risco político.
- Postura tranquila e segura: manteve equilíbrio durante a entrevista e não demonstrou desconforto excessivo diante das perguntas de pressão.
- Domínio dos processos internos: conhece o funcionamento da Prefeitura, as relações entre secretarias e a articulação com a Câmara Municipal.
- Capacidade de desenvolver raciocínios: explica relações complexas e apresenta o caminho entre uma demanda, uma decisão política e sua execução.
- Boa utilização de analogias: a comparação com o para-choque de um carro e a imagem do "tio da família" facilitaram a compreensão.
- Apresentação de exemplo concreto: o caso das vagas para motoristas de aplicativo mostrou um resultado perceptível da articulação com a Câmara.
- Interação com os ouvintes: chamou os participantes pelo nome, agradeceu ou reconheceu as perguntas e respondeu diretamente.
- Prestação de serviço: a explicação sobre o protocolo 156 e o atendimento do prefeito ofereceu um caminho claro para os cidadãos.
- Nunca dar nota: não atribuiu nota à gestão nem aceitou falar em nome da população, mesmo após a insistência da entrevistadora.
- Boa mensagem sobre nomeações: "buscar pessoas que o cargo necessita, e não pessoas que necessitam do cargo" sintetizou bem a defesa de critérios técnicos.
- Conforto com o formato de rádio: demonstrou mais naturalidade e fluidez no ambiente de conversa.
- Ausência de reações corporais excessivas: manteve postura estável, sem movimentos que desviassem a atenção.
- Simplificar a explicação sobre a Secretaria de Governo: começar pela função principal antes dos detalhes de licitações e procedimentos.
- Evitar siglas e nomes de documentos: termos como DFD e ETP aumentam a complexidade sem necessidade.
- Substituir palavras rebuscadas: trocar "êxito", "celeridade", "diretrizes" e "moderação de interesses" por termos simples e cotidianos.
- Começar pela resposta principal: construir o raciocínio antes da conclusão dificulta o entendimento — ir direto à resposta.
- Reduzir a duração das respostas: trabalhar com até 1'30", em três partes — resposta direta, exemplo, conclusão.
- Apresentar três resultados concretos: ter sempre três casos claros preparados (lei aprovada, conflito resolvido, parceria viabilizada).
- Explicar sempre o impacto para o cidadão: não basta dizer que houve articulação; concluir com o benefício prático.
- Passar serviço de maneira mais simples: apresentar um caminho principal (ex.: protocolo 156) em vez de várias estruturas ao mesmo tempo.
- Preparar resposta consistente sobre experiência: apresentar competências concretas (coordenação de equipes, negociação, articulação) diante de questionamentos sobre falta de experiência pública.
- Apresentar critérios objetivos para nomeações: mencionar formação, experiência, compatibilidade com o cargo e avaliação de desempenho.
- Evitar afirmações absolutas: declarações de que "nenhuma nomeação teve motivação política" podem ser questionadas — preferir "combinar confiança, competência e adequação".
- Não utilizar "toma lá, dá cá": a expressão gera risco político e pode ser recortada de contexto.
- Diferenciar negociação legítima de barganha: afirmar que demandas de vereadores são avaliadas por interesse público, legalidade e prioridades da população.
- Usar histórias curtas: contar casos de conflitos resolvidos ou demandas atendidas, preservando as pessoas envolvidas.
- Dar mais musicalidade à voz: trabalhar variação de ritmo, pausas antes das mensagens principais e articulação mais clara (fonoaudiologia).
- Evitar uma fala excessivamente linear: criar momentos de destaque para chamar a atenção às mensagens principais.
Mensagens-Chave
Tiago Barros apresenta características importantes para atuar como porta-voz: tranquilidade, segurança, conhecimento dos processos administrativos e capacidade de articular raciocínios. Também demonstrou bom controle diante de perguntas sensíveis e soube evitar armadilhas, especialmente na questão sobre a nota da gestão. Seu principal desafio é tornar a comunicação menos técnica e mais próxima do ouvinte — a função de secretário de Governo já é naturalmente abstrata e pouco visível, e quando a explicação é carregada de siglas e expressões burocráticas, a distância em relação ao ouvinte aumenta. As analogias utilizadas mostraram um caminho eficiente; Tiago deve ampliar esse recurso, sempre acompanhando as explicações com exemplos concretos de como a articulação produz melhorias para a cidade. Com respostas mais curtas, linguagem simples, maior musicalidade na voz e preparação prévia de três mensagens-chave, Tiago poderá comunicar seu trabalho de forma mais clara, acessível e segura.
Reputação do Prefeito Sílvio Barros
Lâminas do estudo sobre a reputação do Prefeito Sílvio Barros junto ao ChatGPT, apresentadas durante o treinamento. Clique em qualquer lâmina para ampliar.
Reputação Pública de Tiago Barros
Lâminas do estudo sobre a reputação pública de Tiago Barros junto ao ChatGPT, apresentadas durante o treinamento. Clique em qualquer lâmina para ampliar.
Recomendações
- 01Definir com clareza como o Secretário de Governo deseja ser percebido publicamente, para orientar sua imagem nas redes sociais, em entrevistas e nos mecanismos de inteligência artificial. A partir dessa definição, construir uma narrativa coerente: ele quer ser reconhecido como um interlocutor e assessor de confiança, que apoia o prefeito, organiza informações estratégicas e contribui para decisões mais fundamentadas? Ou pretende fortalecer outra imagem?
- 02Evidenciar de forma mais clara como sua atuação qualifica a gestão. Embora Tiago já exerça esse papel internamente, sua imagem pública ainda aparece vinculada ao parentesco com o prefeito e à articulação política.
- 03Reforçar essa narrativa nas redes sociais, em entrevistas, na Wikipedia, no site da Prefeitura, na seção "Quem é Quem", em conteúdos de perguntas e respostas sobre a Secretaria de Governo e em materiais que expliquem o papel do secretário. Para isso, é importante apresentar exemplos concretos de suas ações e consolidar a imagem pela qual deseja ser reconhecido.
- 04Desenvolver projeto de GEO (Generative Engine Optimization). Aplicar técnicas de marketing digital voltadas à otimização de conteúdos para que sejam referenciados e exibidos nas respostas geradas por inteligências artificiais, como ChatGPT, Gemini, Claude etc.
O papel de Tiago Barros é atuar como um assessor estratégico e de confiança, que conecta pessoas, antecipa problemas, organiza informações e cria as condições para que o prefeito tome decisões cada vez mais bem embasadas, fortalecendo a capacidade da gestão Sílvio Barros entregar resultados concretos para a população de Maringá. Alguém que não decide no lugar do líder, mas faz com que o líder decida melhor e execute com mais eficiência.
Como Aprimorar seu Desempenho na Comunicação
Referência rápida para consultar antes de qualquer entrevista, discurso ou aparição pública.
1O Coração da Mensagem: A Regra dos 3
O cérebro humano tem dificuldade em processar excesso de informação. Por isso, foco e simplicidade são essenciais.
- Escolha suas 3 mensagens-chave: antes de qualquer fala, defina os três pontos que você quer que as pessoas lembrem no dia seguinte. Pergunte qual é o seu objetivo, o seu propósito em cada situação.
2Checklist da Apresentação Ideal
Antes de qualquer fala, passe por este filtro mental e físico:
- Estado Mental: estou com energia? O que me motiva neste projeto? A empolgação é contagiante.
- Propósito: por que estou falando? Qual transformação quero gerar no meu público?
- Contexto: o que aconteceu no mundo/noticiário hoje que impacta minha fala?
- Preparação: quais os exemplos e números vou apresentar?
3Conexão e Empatia: o "Fator Humano"
Números convencem. Histórias conectam.
- Sorriso Estratégico: gera acolhimento e segurança — evite em momentos de crise ou temas sensíveis.
- Humanização da fala: use verbos como ver, sentir e ouvir para aproximar a mensagem da vivência do público.
- Citação de Nomes: valorize as pessoas da audiência chamando-as pelo nome, sempre que possível.
- Histórias e Metáforas: leve sempre uma história ou analogia para ilustrar dados técnicos e grandes números.
4O Roteiro de Impacto
Divida sua fala em três tempos:
Abertura — os primeiros segundos definem se você ganha ou perde a atenção. Use uma pergunta, um dado ou uma história curta.
Desenvolvimento — conteúdo claro e objetivo; a cada 5 minutos, mude o estímulo.
Encerramento — termine com uma frase de impacto ou chamado à ação; é o que ficará na memória do público.
5Relação com a Imprensa
O jornalista busca o LEAD (O quê, Quem, Quando, Onde, Como e o Porquê) — a parte mais importante da notícia.
- Seja S.E.R.: Sucinto, Específico e Relevante.
- Cuidado com as Sonoras: frases longas demais são cortadas na edição e podem perder o sentido.
- Controle Emocional: o papel do jornalista é perguntar; o seu é manter a calma. Se não souber, diga isso com clareza.
- Técnica da Ponte: confirme ou negue rapidamente um ponto negativo e conduza a conversa para sua mensagem principal — "Além disso, é importante ressaltar que...".
- Assessoria de Imprensa: nenhum contato com a imprensa deve ocorrer sem alinhamento prévio; em caso de interação fortuita, reporte imediatamente.
Os Três Pilares da Persuasão
Aristóteles definiu três pilares que todo bom orador precisa dominar para persuadir e se comunicar com eficácia.
É a confiança que o orador transmite. O público precisa acreditar em quem fala antes de acreditar no que é dito.
São os dados, os fatos, a lógica que sustentam o que está sendo dito. Sem logos, o discurso é vazio.
É a conexão com o sentimento do público. Um discurso que não toca, não move.
"Nós somos o que fazemos repetidamente. A excelência, portanto, não é um ato, mas um hábito."— Aristóteles
"Eu tive sorte, mas só depois de treinar 10 horas por dia."— Tiger Woods